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É
fator de risco para fibromialgia.
Obesidade é fator de risco para a fibromialgia. Pesquisadores noruegueses
concluíram um trabalho estabelecendo uma relação
entre a pratica do exercícios físicos e o risco futuro de
desenvolver fibromialgia.
De acordo com dos dados colhidos, recentemente, no último ano censo
o Brasil, seguido de outros países ditos emergentes, vem liderando
o ritmo de crescimento dos índices de sobrepeso e obesidade em
todo o mundo. Por aqui, cerca de 50% dos adultos e 30% das crianças
e adolescentes encontram-se acima do peso normal.
Nos Estados Unidos, as estatísticas apontam que o numero de obesos
tende a dobrar nos próximos vinte e cinco anos. A obesidade também
assombra na Europa. De acordo com o estudo Hearth at a Glance –
Europe 2010, 50% dos adultos e uma em cada sete crianças na Europa
são obesas ou têm excesso de peso.
Obesidade e doenças reumáticas
A fibromialgia é uma síndrome reumática dolorosa
crônica caracterizada por dor generalizada, com duração
superior a três meses, em pontos definidos, tais como pescoço,
ombros, costas, quadris, braços e pernas. “Os sintomas geralmente
associados à doença incluem também fadiga inexplicável,
distúrbios do sono, cefaleia, dificuldade cognitiva, distúrbios
de humor”.
Embora a etiologia da fibromialgia ainda não seja completamente
compreendida, muitos estudiosos tem sugerido que deficiências no
sistema neurológico contribuam para o desenvolvimento da doença,
alterando a percepção e a inibição da dor.
“Com frequência , o aparecimento da fibromialgia tem sido
associada a eventos estressantes ou traumáticos, como acidentes
automobilísticos e lesões por esforço repetitivo”.
Muitos estudiosos defendem também que genes específicos
poderiam estar envolvidos no surgimento da doença, fazendo com
que o paciente reaja com veemência a estímulos que outras
pessoas não considerariam dolorosos.
Recentemente , pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciencia e Tecnologiaconcluiram
um trabalho, estabelecendo uma relação entre a pratica de
exercício físico e o risco futuro de desenvolver a fibromialgia.
Durante onze anos, tempo de duração da pesquisa –
que abrange estudos populacionais – 15.990 mulheres foram acompanhadas
pelos pesquisadores. As que relataram se exercitar quatro vezes por semana
apresentavam um risco 29% menor de desenvolver fibromialgia em comparação
às mulheres inativas. Resultados semelhantes foram encontrados
na analise da combinação de informação sobre
a frequência, a duração e a intensidade dos exercícios,
as mulheres que praticavam mais exercícios apresentaram um risco
menor de desenvolver a doença em relação às
inativas. “O estudo revelou ainda que um IMC alto é um fator
de risco forte para o desenvolvimento futuro da doença”.
Embora a relação causal entre obesidade e fibromialgia permaneça
desconhecida, existem fatores etiológicos comuns as duas doenças.
As pesquisas sugerem que as citocinas pro-inflamatórias desempenham
um papel relevante na relação entre fibromialgia e obesidade.
Outros estudos apontam que a desregulação do eixo HPA e
(hipotálamo-pituitária-adrenal) tem sido observado em ambos
os caos. O aumento do tonus simpático e a reatividade simpática
reduzida, conforme registrado pela variabilidade da frequência cardíaca,
tem sido observado em pacientes com fibromialgia, bem como em indivíduos
com sobrepeso e obesidade.
“Diante destas informações , o exercício físico
regular, alem de melhorar o condicionamento físico do paciente
e possibilitar um emagrecimento saudável, pode servir também
como ‘um amortecedor’ contra a perpetuação dos
sintomas músculo-esqueléticos que, eventualmente, conduzem
ao desenvolvimento de fibromialgia”.
Dr. Sergio Bontempi
Reumatologista
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